Aprimoramentos nos Processos de Avaliação e Regulação
Em: 16 Setembro 2011
DIRIGENTES DO FÓRUM DAS ENTIDADES REPRESENTATIVAS DO ENSINO SUPERIOR PARTICULAR
Prof. Abib Salim Cury
Presidente da Associação Nacional das Universidades Particulares - Anup
Prof. Gabriel Mario Rodrigues
Presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior - ABMES
Prof. Hermes Ferreira Figueiredo
Presidente do Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo - Semesp
Prof. José Janguiê Bezerra Diniz
Vice Presidente da Associação Brasileira das Mantenedoras das Faculdades Isoladas e Integradas - Abrafi
Prof. Paulo Antonio Gomes Cardim
Presidente da Associação Nacional dos Centros Universitários - Anaceu
APRIMORAMENTOS NOS PROCESSOS DE AVALIAÇÃO E REGULAÇÃO
PONTOS A SEREM AJUSTADOS NOS ATOS REGULATÓRIOS
DECRETO 5773/2006
Art. 68. Ampliar de 12 para 36 meses o prazo de caducidade do ato autorizativo, para iniciar o funcionamento do curso recém autorizado.
PORTARIA NORMATIVA 2/2007
Art. 2o § 6o. Suprimir norma que determina novos pólos de EAD só podem ser solicitados após o reconhecimento do primeiro curso a distância da instituição.
PORTARIA NORMATIVA 40/2007
Art. 11-A. Substituir "e" por "ou", permitindo dispensar da avaliação in loco os pedidos de autorização de cursos de IES com CI ou IGC igual ou maior que 3.
Art. 11-A - § 2o. Suprimir norma que permite o arquivamento sumário de pedidos de autorização de cursos de IES com CI ou IGC inferior a 3. A IES deve sempre ter o direito de se submeter ao processo de avaliação in loco.
Art. 11-A - § 3o. Suprimir a norma que permite o arquivamento sumário de pedidos de autorização de cursos que tenham menos de 50% de cursos reconhecidos. A IES deve sempre ter o direito de se submeter ao processo de avaliação in loco.
Art. 11-B. Suprimir norma que permite o arquivamento sumário de pedidos de autorização de cursos de EAD de IES com CI ou IGC inferior a 4. A IES deve sempre ter o direito de se submeter ao processo de avaliação in loco.
Art. 11-B § 2o. Suprimir norma que permite o arquivamento sumário de pedidos de credenciamento de novos polos de EAD de IES com CI ou IGC
inferior a 3. A IES deve sempre ter o direito de se submeter ao processo de avaliação in loco.
Art. 56-A § 1o. Item II. Substituir "e" por "ou", permitindo a ampliação de vagas de universidades e centros universitários com CI ou IGC igual ou maior que 3.
Além desses pontos, deve ser suprimida a chamada "impugnação de ofício" por parte das secretarias. A impugnação só deve ocorrer quando a secretaria demonstrar motivadamente erros de fato ou de direito (Art.29§7o.).
É importante, por fim, ser criada uma senha de acesso ao e-Mec para um representante da mantenedora, além das já existentes.
LEI 10.260/ 2001 - FIES
Art. 1o. § 2o São considerados cursos de graduação com avaliação positiva, aqueles que obtiverem conceito maior ou igual a 3 (três) no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior - SINAES, de que trata a Lei no. 10.861, de 14 de abril de 2004.
Considerar como "conceito no SINAES" o CPC ou o CC, o maior dos dois.
TRAMITAÇÃO DE PROCESSOS
a) Credenciamento e recredenciamento institucional presencial ou a distância
Fase I
- Análise documental: 30 dias;
- Análise do estatuto ou regimento: 30 dias;
- Análise do PDI: 30 dias;
- Diligência: 30 dias (15 dias para a IES e 15 dias para a Secretaria competente);
- Recurso: 30 dias (15 dias para cumprimento da IES e 15 dias para a Secretaria);
- Secretaria competente encaminha processo ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para avaliação in loco: 5 dias.
- Nota: os prazos fixados nos itens 1, 2 e 3 devem correr concomitantemente.
Fase II
Fase III
- Avaliação in loco pelo Inep: 60 dias (designação da Comissão, verificação in loco e emissão do relatório conclusivo);
- Diligência: 30 dias (15 dias para a IES e 15 dias para a Secretaria competente);
- Recurso à Comissão Técnica de Acompanhamento da Avaliação (CTAA): 30 dias (15 dias para cumprimento da IES e 15 dias para a Secretaria);
- Encaminhamento pelo Inep ao CNE: 5 dias.
- Deliberação do Conselho Nacional de Educação (CNE): 60 dias (designação do Relator, verificação in loco, quando for o caso, relato, pedido de vistas e voto, deliberação da Câmara de Ensino Superior/CES/CNE);
- Diligência: 30 dias (15 dias para a IES e 15 dias para a Secretaria competente);
- Recurso: 30 dias (15 dias para a IES e 15 dias para o Pleno do CNE);
- Encaminhamento ao Gabinete do Ministro para homologação: 5 dias.
Fase IV
Despacho (pedido de reexame, homologação ou indeferimento) e Portaria de credenciamento ou recredenciamento: 30 dias;
Fase V
- Reexame: 60 dias (designação do Relator, verificação in loco, quando for o caso, relato, pedido de vistas e voto, deliberação do CNE);
- Recurso ao CNE: 60 dias (apresentação do recurso: 10 dias, julgamento: 50 dias);
- Encaminhamento ao Gabinete do Ministro para homologação: 5 dias.
Fase VI
Despacho (pedido de reexame, homologação ou indeferimento) e Portaria de credenciamento ou recredenciamento: 30 dias.
Nota: em caso de reexame ou indeferimento, repetem-se os procedimentos da Fase V.
b) Autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos superiores de graduação, tecnológicos e sequenciais, bacharelados ou licenciaturas - presenciais ou a distância
Fase I
- Análise documental e verificação do PDI: 15 dias;
- Diligência: 30 dias (15 dias para a IES e 15 dias para a Secretaria competente);
- Recurso: 30 dias (15 dias para cumprimento da IES e 15 dias para a Secretaria);
- Secretaria competente encaminha processo ao Inep para avaliação in loco: 5 dias
Fase II
- Avaliação in loco pelo Inep: 60 dias (designação da Comissão, verificação in loco e emissão do relatório conclusivo);
- Diligência: 30 dias (15 dias para manifestação da IES e 15 dias para conclusão do relatório pelo INEP);
- Recurso à CTAA: 30 dias (10 dias para manifestação da Secretaria competente e 10 dias para manifestação da IES e 10 dias para julgamento);
- Encaminhamento pelo Inep à Secretaria competente: 5 dias.
Fase III
- Decisão da Secretaria competente: 30 dias (promover a diligência, ato autorizativo ou indeferimento);
- Cumprimento da diligência: 30 dias (15 dias para a IES e 15 dias para a Secretaria competente decidir);
- Recurso à CES/CNE: 60 dias (30 dias para a IES e 30 dias para a CES);
- Recurso ao Pleno/CNE: 60 dias (30 dias para a IES e 30 dias para a CNE), no caso de parecer negativo da CES;
- Encaminhamento ao Gabinete do Ministro para homologação: 5 dias.
Fase IV
Homologação ou pedido de reexame: 30 dias.
Fase V
- Reexame: 60 dias (designação do Relator, relato, pedido de vistas e voto, deliberação do CNE);
- Recurso ao Pleno/CNE: 60 dias (apresentação do recurso: 10 dias, julgamento: 50 dias);
- Encaminhamento ao Gabinete do Ministro para homologação: 5 dias.
Fase VI
Despacho (pedido de reexame, homologação ou indeferimento) e Portaria de autorização, reconhecimento ou renovação de reconhecimento): 30 dias.
Nota: em caso de reexame ou indeferimento, repetem-se os procedimentos da Fase V.
c) Deliberação sobre aprovação inicial de estatuto de universidade e de centro universitário e de regimento de Instituições não universitárias
Fase I
- Análise documental e do estatuto ou regimento pela Coordenação Geral de Legislação e Normas da Educação Superior/CGLNES/SESu:30 dias;
- Diligência da CGLNES/SESu: 30 dias para a IES prorrogáveis por mais 30 dias;
- Análise da diligência pela CGLNES/SESu: 15 dias contados a partir do protocolo de cumprimento da diligência;
- Encaminhamento da SESu à CES/CNE: 5 dias.
Fase II
- Deliberação da CES/CNE: 30 dias;
- Diligências: 30 dias para cumprimento pela IES;
- Deliberação pela CES/CNE: 30 dias;
- Encaminhamento ao Gabinete do Ministro para homologação: 5 dias.
Fase III
Homologação ou pedido de reexame: 30 dias.
Fase IV
- Reexame: 60 dias (designação do Relator, relato, pedido de vistas e voto, deliberação do CNE);
- Recurso ao Pleno/CNE: 60 dias (apresentação do recurso: 10 dias, julgamento: 50 dias);
- Encaminhamento ao Gabinete do Ministro para homologação: 5 dias.
Fase V
Despacho (pedido de reexame, homologação ou indeferimento) e Portaria de aprovação do Estatuto ou Regimento): 30 dias.
Nota: em caso de reexame ou indeferimento, repetem-se os procedimentos da Fase IV.
d) Alteração estatutária ou regimental: delegação de competência do CNE à Secretaria competente
Fase I
- Análise documental e da alteração do estatuto ou regimento, pela CGLNES/SESu: 30 dias;
- Diligência da CGLNES/SESu: 30 dias para a IES prorrogáveis por mais 30 dias;
- Análise da diligência pela CGLNES/SESu: 15 dias contados a partir do protocolo de cumprimento da diligência;
- Encaminhamento à Secretaria competente: 5 dias.
Fase II
- Decisão da Secretaria competente: 30 dias;
- Diligências: 30 dias para cumprimento pela IES;
- Recurso: 30 dias para a IES.
Fase III
- Recurso ao Conselho Pleno/CP/CNE: 60 dias (designação do Relator, relato e julgamento);
- Encaminhamento ao Gabinete do Ministro para homologação: 5 dias.
Fase IV
Despacho (pedido de reexame, homologação ou indeferimento) e Portaria de aprovação das alterações do Estatuto ou Regimento): 30 dias.
Nota: em caso de reexame ou indeferimento, repetem-se os procedimentos da Fase III.
e) Análise do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) das IES
- Análise do PDI pela Comissão Competente: 30 dias;
- Deliberação do CNE: 30 dias;
- Diligências: 30 dias;
- Deliberação: 30 dias;
- Recurso: 30 dias.
f) Transferência de Mantença
Os processos de transferência de mantença têm demorado até dois anos, dependendo do caso. A proposta apresentada visa simplificar o processo de transferência de mantença e exigir processo de avaliação somente nos casos em que o postulante não tenha credenciamento de instituição de ensino superior.
► Proposta: Alteração do art. 25 do Decreto n.º 5.773/2006
Art. 25. A alteração da mantença de qualquer instituição de educação superior deve ser submetida ao Ministério da Educação, dentro dos seguintes critérios e condições:
I - A entidade mantenedora postulante que tenha credenciamento de instituição de ensino superior deverá encaminhar à SESu, até trinta dias após a conclusão das alterações societárias ou associativas , a Ata, Estatuto ou Contrato Social devidamente registrado, que demonstre a transferência do controle associativo ou societário.
II - As entidades mantenedoras de um mesmo grupo econômico e que tenham credenciamento de instituições de ensino superior, deverão encaminhar a SESu, até trinta dias após a conclusão das alterações societárias ou associativas, o Estatuto ou Contrato Social devidamente registrados, em que demonstre a incorporação ou fusão das entidades mantenedoras.
§ 1.º A SESu, após a verificação do atendimento dos incisos I e II, deverá, em trinta dias, publicar Portaria autorizativa da transferência de mantença, devendo a instituição ou instituições de ensino superior incluir no seu Plano de Desenvolvimento Institucional os cursos transferidos, quando for o caso e comunicar aos órgãos competentes do MEC para ciência e arquivamento.
III - O novo mantenedor que não tenha credenciamento de Instituição de Ensino Superior deve apresentar os documentos referidos no art. 15, inciso I, deste Decreto.
§ 2.º O pedido tramitará na forma de aditamento ao ato de credenciamento ou recredenciamento da instituição, sujeitando-se a deliberação específica das autoridades competentes.
§ 3.º É vedada a transferência de cursos ou programas entre mantenedoras.
IV - As mantenedoras de um mesmo grupo econômico e que tenham credenciamento de Instituições de ensino superior devem encaminhar a SESu.
§ 4.º Não se admitirá a transferência de mantença em favor de postulante que, diretamente ou por qualquer entidade mantida, tenha recebido penalidades, em matéria de educação superior, perante o sistema federal de ensino, nos últimos cinco anos.